Implementar BIM em uma empresa não significa simplesmente comprar licenças de software e começar a modelar projetos em 3D. Quando a implantação é tratada dessa forma, é comum que a organização adquira tecnologia sem conseguir transformar significativamente seus processos.
Por isso, responder quanto custa implementar BIM exige primeiro entender o que precisa mudar dentro da empresa.
O investimento pode envolver tecnologia, consultoria, padronização, capacitação, gestão da informação, implantação de um Ambiente Comum de Dados e acompanhamento da adoção. O valor final varia conforme o tamanho da operação, a maturidade atual, os objetivos e a complexidade dos projetos.
Mais importante do que buscar um preço isolado é entender quais elementos realmente precisam entrar nessa conta.
Não existe um valor único que represente quanto custa implementar BIM em qualquer empresa.
Uma organização que já utiliza ferramentas Autodesk, possui profissionais capacitados e processos relativamente padronizados parte de uma situação completamente diferente de uma empresa que ainda trabalha com arquivos dispersos, procedimentos pouco documentados e forte dependência do conhecimento individual.
O próprio modelo de maturidade utilizado pela Deskgraphics considera estágios que vão de um cenário reativo, com ferramentas dispersas e arquivos locais, até operações integradas, mensuradas e capazes de utilizar dados e inteligência para apoiar decisões.
Isso significa que o investimento precisa ser proporcional ao estágio atual e ao objetivo pretendido.
Antes de perguntar “quanto custa?”, portanto, é necessário responder:
onde estamos hoje e até onde precisamos chegar?
Naturalmente, as ferramentas utilizadas fazem parte do orçamento.
Dependendo da disciplina e do fluxo de trabalho, a implementação pode envolver soluções como Revit, AutoCAD, Civil 3D, InfraWorks, Navisworks, ReCap Pro, Autodesk Construction Cloud e outras tecnologias do ecossistema Autodesk.
Mas possuir essas ferramentas não significa automaticamente possuir um processo BIM.
Uma empresa pode ter profissionais trabalhando em Revit, por exemplo, e continuar enfrentando:
retrabalho entre disciplinas, ausência de padrões, perda de informações, arquivos duplicados, bibliotecas inconsistentes e dificuldade para coordenar responsabilidades.
Por isso, a tecnologia deve ser escolhida a partir dos processos e casos de uso que a organização pretende estruturar.
Uma implementação BIM consistente normalmente exige uma etapa de diagnóstico.
É preciso avaliar pessoas, processos, dados e tecnologia para entender o cenário atual da empresa e definir prioridades.
A partir desse diagnóstico, pode ser elaborado um plano de implantação com etapas, projetos-piloto e casos de uso específicos. Ainda podem surgir atividades como criação de padrões, templates, bibliotecas, nomenclaturas, classificações, BEP e requisitos de informação.
É justamente nessa etapa que a consultoria agrega valor.
O objetivo não é simplesmente indicar softwares, mas responder questões como:
Uma implementação sem essas respostas tende a depender excessivamente da iniciativa individual de alguns profissionais.
Outro componente importante é o desenvolvimento das equipes.
BIM envolve novas ferramentas, mas também novas formas de produzir, revisar, compartilhar e aprovar informações.
Por isso, treinamentos genéricos nem sempre são suficientes.
A capacitação precisa estar conectada à função de cada profissional e aos processos reais da organização.
O objetivo não é apenas fazer com que a equipe saiba utilizar determinado software, mas permitir que cada profissional compreenda como utilizar aquela tecnologia dentro do fluxo BIM definido pela empresa.
Essa diferença é especialmente importante quando a organização pretende escalar a metodologia para vários projetos, departamentos ou unidades.
Um dos trabalhos mais relevantes durante uma implementação é transformar conhecimento individual em conhecimento organizacional.
Templates, famílias, bibliotecas, nomenclaturas, classificações e procedimentos reduzem a necessidade de cada profissional reconstruir soluções do zero.
Sem padronização, duas equipes da mesma empresa podem executar atividades semelhantes de maneiras completamente diferentes.
A implantação precisa identificar quais elementos devem ser comuns, quais precisam permanecer flexíveis e como essas definições serão mantidas ao longo do tempo.
O investimento nessa etapa tende a estar relacionado à complexidade dos projetos, quantidade de disciplinas e nível de personalização necessário.
À medida que a operação BIM cresce, outro desafio aparece: controlar informações, responsabilidades e aprovações.
É nesse momento que entram conceitos como CDE (Ambiente Comum de Dados) e governança BIM.
Mais do que armazenar arquivos em um ambiente central, um CDE estruturado precisa estabelecer regras de publicação, aprovação, acesso, revisão e rastreabilidade.
Ou seja, o CDE é justamente como um ambiente governado, e não um simples repositório de documentos.
Dependendo da maturidade da empresa, essa estrutura pode fazer parte da implementação inicial ou de uma etapa posterior.
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Essa talvez seja a análise mais importante. Uma empresa não deveria avaliar BIM apenas perguntando:
“Quanto teremos que investir?”
Também precisa perguntar:
“Quanto o processo atual está nos custando?”
Retrabalho, incompatibilidades descobertas tarde, horas excedentes, dificuldade de localizar informações, atrasos e dependência de profissionais específicos possuem impacto econômico.
Para empresas de engenharia, por exemplo, essa transformação digital está diretamente relacionada à margem, horas não faturadas, capacidade, prazo e previsibilidade.
Em construtoras, a análise envolve compatibilização, canteiro, retrabalho, suprimentos, prazo e margem.
O investimento em BIM faz mais sentido quando comparado a esses problemas.
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O caminho mais seguro é começar por um diagnóstico de maturidade.
A partir dele, é possível identificar quais componentes realmente são necessários naquele momento e evitar dois extremos: investir menos do que a transformação exige ou criar um projeto excessivamente complexo para a maturidade atual.
O próprio princípio adotado pela Deskgraphics é não tentar levar uma organização de um estágio inicial diretamente ao nível mais avançado. A recomendação deve permitir avançar de forma segura e criar condições para o próximo estágio.
Por isso, o orçamento pode envolver diferentes combinações entre licenciamento, consultoria, implementação, treinamento, padronização, CDE, governança e acompanhamento.
Saber quanto custa implementar BIM começa por entender que a pergunta não é apenas financeira.
A questão principal é:
qual capacidade a empresa precisa desenvolver para trabalhar melhor?
Quando o projeto é estruturado a partir dessa pergunta, fica mais fácil dimensionar tecnologia, pessoas, processos e governança de forma coerente.
A Deskgraphics realiza diagnósticos e projetos de implementação BIM considerando maturidade, processos, tecnologia e objetivos de negócio.
Quer entender qual seria o escopo adequado para a realidade da sua empresa? Converse com um especialista da Deskgraphics.
Depende da maturidade da empresa, número de usuários, disciplinas envolvidas, softwares necessários, nível de padronização e escopo da consultoria.
A capacitação costuma ser uma parte importante da implantação, especialmente quando conectada aos processos e funções reais da equipe.
Não. A implantação pode ocorrer em etapas, com projetos-piloto e evolução progressiva de maturidade.