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Home / Blog / O que esperar do BIM em 2026?
6 de fevereiro de 2026

O que esperar do BIM em 2026?

A jornada da tecnologia no setor de construção e engenharia tem sido marcada por saltos significativos. Há pouco mais de uma década, o BIM (Building Information Modeling) era visto por muitos como uma “coisa do futuro”, enquanto o mercado ainda se dividia entre o desenho manual em papel e as ferramentas CAD.

No entanto, nos últimos dez anos, ocorreu uma migração massiva para o ambiente digital e, agora, para a modelagem inteligente. Ao olharmos para 2026, o cenário projeta uma maturidade tecnológica onde a integração, a automação e o foco no ciclo de vida completo do ativo serão os pilares principais.

Neste artigo, exploraremos as principais tendências e o que os profissionais e empresas devem esperar da metodologia BIM e das soluções Autodesk para os próximos anos.

A era do BIM integrado à Inteligência Artificial

A grande expectativa para 2026 é a consolidação do movimento da Inteligência Artificial (IA) integrada aos projetos BIM. Se o BIM já auxiliava projetistas a preverem erros ainda na fase de planejamento, a sinergia com a IA promete ampliar essa capacidade exponencialmente.

O que esperar do BIM e da IA?

  • Modelagem e automação: suporte direto no processo de criação e redução de tarefas repetitivas dentro de um projeto, permitindo que os engenheiros foquem em decisões estratégicas;
  • Análise de terrenos: ferramentas inteligentes ajudarão a determinar a melhor disposição de um projeto com base em dados geográficos e técnicos;
  • Simulações avançadas: realização de análises complexas, como fluxo de ventos, níveis de ruído e insolação, de forma muito mais rápida e precisa do que era possível anteriormente;
  • Previsão de erros: a capacidade de detectar conflitos e falhas antes mesmo do início da obra será fantástica, elevando a qualidade e a eficiência dos projetos a um novo patamar.

BIM para infraestrutura: além da modelagem

Para 2026, o BIM aplicado à infraestrutura (rodoviária e geral) deixará de ser apenas sobre a criação de modelos 3D para se tornar um processo de decisão estratégica e simulação. O uso de ferramentas como o Civil 3D, que serve como base técnica para geometria e redes, e o Infraworks, para visualização e simulação, será o padrão de mercado.

O que esperar do BIM para infraestrutura?

Para 2026, a grande revolução no setor de infraestrutura será a consolidação dos modelos federados inteligentes. Mais do que apenas representações visuais, esses modelos funcionarão como um ecossistema centralizado onde todas as disciplinas, como pavimentação, drenagem e sinalização, convergem em um único banco de dados.

Utilizando o poder de soluções como o Civil 3D e o Infraworks, a engenharia deixa de trabalhar em “ilhas” de informação para operar em um ambiente de colaboração em tempo real, onde cada alteração em uma frente de trabalho é imediatamente refletida e compreendida pelo todo, garantindo uma integridade técnica sem precedentes.

Detecção de conflitos

Essa integração total abre caminho para uma eficiência operacional muito maior, especialmente por meio da detecção automática de conflitos, o famoso Clash Detection. Em projetos de infraestrutura de grande escala, as interferências entre diferentes sistemas são comuns e, muitas vezes, descobertas apenas no canteiro de obras, gerando atrasos e custos astronômicos.

No cenário de 2026, a inteligência do software identifica essas colisões preventivamente, permitindo que a equipe de engenharia resolva gargalos logísticos e espaciais ainda na fase de projeto, transformando o imprevisto em planejamento puro.

Conformidade normativa

Além da precisão técnica, a automação será o braço direito da conformidade normativa. O fluxo de trabalho BIM será capaz de alinhar automaticamente processos e resultados às exigentes normas de órgãos reguladores, como o DNIT.

Isso significa que a geração de relatórios técnicos, por exemplo, deixará de ser uma tarefa manual exaustiva para se tornar um subproduto inteligente do modelo. Essa padronização garante que o projeto já nasça auditável e dentro dos parâmetros legais, acelerando aprovações e reduzindo a margem de erro na entrega de documentos oficiais.

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Ativos digitais eficientes

Por fim, o objetivo final dessa evolução é a entrega de ativos digitais verdadeiramente eficientes. Até 2026, o foco do mercado sairá da simples entrega da obra física para a entrega de um ativo digital obrigatório, colaborativo e altamente automatizado.

Este “livro de instruções digital” será a base para todo o ciclo de vida da rodovia ou ferrovia, facilitando a gestão da operação e manutenção futura. Assim, o BIM para infraestrutura se consolida não apenas como uma ferramenta de desenho, mas como uma estratégia de gestão pública e privada que prioriza a longevidade e a sustentabilidade financeira dos empreendimentos.

Leia também: Treinamentos em BIM: por que são essenciais para projetos de AEC.

Fábrica digital e layout industrial inteligente

O conceito de Fábrica Digital é outra fronteira que o BIM e as soluções Autodesk, como a Product Design & Manufacturing Collection, estão dominando. Em 2026, o planejamento de layouts industriais não será mais feito apenas em 2D, o que muitas vezes gera confusão de interpretação para áreas não técnicas, como a administrativa e financeira.

O fluxo de trabalho moderno envolverá:

  • Factory Design Utility (FDU): um utilitário que roda dentro do AutoCAD e do Inventor, permitindo usar bibliotecas de equipamentos para criar layouts que são simultaneamente 2D e 3D;
  • Simulação de transporte: no próprio AutoCAD, será possível simular o transporte de produtos, analisando custos de energia, combustível e tempo de deslocamento em tempo real;
  • Scan-to-BIM e nuvem de pontos: para galpões existentes, o levantamento de dados via escaneamento a laser criará nuvens de pontos que permitem analisar interferências entre equipamentos novos e a estrutura real, sem a necessidade de desenhar tudo do zero;
  • Revisão no Navisworks: uso de modelos federados para realizar passeios virtuais em primeira pessoa e simulações de cronograma de montagem (4D).

O foco na operação e manutenção (pós-obra) em 2026

Uma das mudanças de paradigma mais fortes para 2026 é a preocupação com o pós-obra. Tradicionalmente, o foco estava nos 5% a 10% da vida útil de um empreendimento (projeto e execução), mas as empresas perceberam que o maior impacto financeiro reside nos 90% a 95% restantes: a operação e manutenção.

As tendências para esta fase incluem:

  • Gêmeos Digitais (Digital Twins): criação de modelos virtuais conectados ao empreendimento real através de sensores IoT;
  • Uso de plataformas que estabelecem a conexão entre o físico e o virtual para monitorar o desempenho de equipamentos em tempo real;
  • Gestão de ativos: o BIM servirá como a base de dados central para gerir o cuidado e a manutenção das edificações ao longo de décadas.

Ferramentas e metodologias de suporte para o BIM 2026

Para que tudo isso seja possível, o domínio das ferramentas certas é indispensável. O AutoCAD Architecture, por exemplo, permite modelar paredes e acessos com propriedades de altura que são reconhecidas em ambientes 3D, facilitando o trabalho de engenheiros de produção que precisam de referências espaciais.

Além disso, a capacidade de o Inventor carregar layouts 2D do AutoCAD e transformá-los automaticamente em modelos 3D robustos continuará sendo um diferencial competitivo.

Sua empresa está pronta para 2026? Domine o futuro do BIM com a Deskgraphics

O futuro da engenharia e da infraestrutura não é apenas sobre desenhar, mas sobre integrar inteligência, dados e colaboração em cada etapa do ciclo de vida de um ativo. Como vimos, a jornada para 2026 exige ferramentas robustas e uma mentalidade voltada para a automação e eficiência operacional.

Não deixe sua empresa ficar para trás na era da Inteligência Artificial e dos Gêmeos Digitais. Na Deskgraphics, somos especialistas em transformar processos tradicionais em fluxos de trabalho de alta performance utilizando o que há de mais moderno em Design e Fabricação Autodesk. Quer levar essa inovação para os seus projetos e garantir conformidade, economia e precisão milimétrica?

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FAQ

Qual é a principal mudança esperada para o BIM em 2026?

A maior evolução será a integração profunda da Inteligência Artificial (IA) aos projetos BIM, permitindo automatizar tarefas repetitivas e realizar análises preditivas mais complexas.

Como a Inteligência Artificial ajudará na modelagem de projetos?

A IA auxiliará na redução de atividades manuais, na análise de terrenos para melhor disposição de projetos e em simulações diversas, como fluxos de vento, ruídos e insolação.

O BIM em 2026 será obrigatório para infraestrutura?

A tendência é que o uso de modelos federados inteligentes e ativos digitais automatizados e integrados se torne o padrão obrigatório, especialmente em projetos alinhados às normas do DNIT.

Por que o foco das empresas está migrando para o pós-obra?

As empresas perceberam que a etapa de projeto e execução representa apenas 5% a 10% da vida útil de um empreendimento, enquanto a operação e manutenção representam o maior impacto financeiro ao longo de décadas.

O que são Gêmeos Digitais (Digital Twins) na visão de 2026?

É a conexão em tempo real entre o empreendimento físico e o modelo virtual por meio de sensores e plataformas como a "Thunder", permitindo o monitoramento constante da operação.

Como as ferramentas de layout industrial se integram ao BIM?

Ferramentas como o Factory Design Utility permitem que layouts industriais sejam tratados como parte da fábrica digital, integrando desenhos 2D do AutoCAD com modelos 3D do Inventor e revisões no Navisworks.

Como o Scan-to-BIM ajuda em fábricas já existentes?

O uso de escaneamento a laser gera nuvens de pontos que permitem modelar a realidade física com precisão, facilitando a detecção de interferências antes de qualquer nova instalação.

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