A jornada da tecnologia no setor de construção e engenharia tem sido marcada por saltos significativos. Há pouco mais de uma década, o BIM (Building Information Modeling) era visto por muitos como uma “coisa do futuro”, enquanto o mercado ainda se dividia entre o desenho manual em papel e as ferramentas CAD.
No entanto, nos últimos dez anos, ocorreu uma migração massiva para o ambiente digital e, agora, para a modelagem inteligente. Ao olharmos para 2026, o cenário projeta uma maturidade tecnológica onde a integração, a automação e o foco no ciclo de vida completo do ativo serão os pilares principais.
Neste artigo, exploraremos as principais tendências e o que os profissionais e empresas devem esperar da metodologia BIM e das soluções Autodesk para os próximos anos.
A grande expectativa para 2026 é a consolidação do movimento da Inteligência Artificial (IA) integrada aos projetos BIM. Se o BIM já auxiliava projetistas a preverem erros ainda na fase de planejamento, a sinergia com a IA promete ampliar essa capacidade exponencialmente.
Para 2026, o BIM aplicado à infraestrutura (rodoviária e geral) deixará de ser apenas sobre a criação de modelos 3D para se tornar um processo de decisão estratégica e simulação. O uso de ferramentas como o Civil 3D, que serve como base técnica para geometria e redes, e o Infraworks, para visualização e simulação, será o padrão de mercado.
Para 2026, a grande revolução no setor de infraestrutura será a consolidação dos modelos federados inteligentes. Mais do que apenas representações visuais, esses modelos funcionarão como um ecossistema centralizado onde todas as disciplinas, como pavimentação, drenagem e sinalização, convergem em um único banco de dados.
Utilizando o poder de soluções como o Civil 3D e o Infraworks, a engenharia deixa de trabalhar em “ilhas” de informação para operar em um ambiente de colaboração em tempo real, onde cada alteração em uma frente de trabalho é imediatamente refletida e compreendida pelo todo, garantindo uma integridade técnica sem precedentes.
Essa integração total abre caminho para uma eficiência operacional muito maior, especialmente por meio da detecção automática de conflitos, o famoso Clash Detection. Em projetos de infraestrutura de grande escala, as interferências entre diferentes sistemas são comuns e, muitas vezes, descobertas apenas no canteiro de obras, gerando atrasos e custos astronômicos.
No cenário de 2026, a inteligência do software identifica essas colisões preventivamente, permitindo que a equipe de engenharia resolva gargalos logísticos e espaciais ainda na fase de projeto, transformando o imprevisto em planejamento puro.
Além da precisão técnica, a automação será o braço direito da conformidade normativa. O fluxo de trabalho BIM será capaz de alinhar automaticamente processos e resultados às exigentes normas de órgãos reguladores, como o DNIT.
Isso significa que a geração de relatórios técnicos, por exemplo, deixará de ser uma tarefa manual exaustiva para se tornar um subproduto inteligente do modelo. Essa padronização garante que o projeto já nasça auditável e dentro dos parâmetros legais, acelerando aprovações e reduzindo a margem de erro na entrega de documentos oficiais.
Por fim, o objetivo final dessa evolução é a entrega de ativos digitais verdadeiramente eficientes. Até 2026, o foco do mercado sairá da simples entrega da obra física para a entrega de um ativo digital obrigatório, colaborativo e altamente automatizado.
Este “livro de instruções digital” será a base para todo o ciclo de vida da rodovia ou ferrovia, facilitando a gestão da operação e manutenção futura. Assim, o BIM para infraestrutura se consolida não apenas como uma ferramenta de desenho, mas como uma estratégia de gestão pública e privada que prioriza a longevidade e a sustentabilidade financeira dos empreendimentos.
Leia também: Treinamentos em BIM: por que são essenciais para projetos de AEC.
O conceito de Fábrica Digital é outra fronteira que o BIM e as soluções Autodesk, como a Product Design & Manufacturing Collection, estão dominando. Em 2026, o planejamento de layouts industriais não será mais feito apenas em 2D, o que muitas vezes gera confusão de interpretação para áreas não técnicas, como a administrativa e financeira.
Uma das mudanças de paradigma mais fortes para 2026 é a preocupação com o pós-obra. Tradicionalmente, o foco estava nos 5% a 10% da vida útil de um empreendimento (projeto e execução), mas as empresas perceberam que o maior impacto financeiro reside nos 90% a 95% restantes: a operação e manutenção.
As tendências para esta fase incluem:
Para que tudo isso seja possível, o domínio das ferramentas certas é indispensável. O AutoCAD Architecture, por exemplo, permite modelar paredes e acessos com propriedades de altura que são reconhecidas em ambientes 3D, facilitando o trabalho de engenheiros de produção que precisam de referências espaciais.
Além disso, a capacidade de o Inventor carregar layouts 2D do AutoCAD e transformá-los automaticamente em modelos 3D robustos continuará sendo um diferencial competitivo.
O futuro da engenharia e da infraestrutura não é apenas sobre desenhar, mas sobre integrar inteligência, dados e colaboração em cada etapa do ciclo de vida de um ativo. Como vimos, a jornada para 2026 exige ferramentas robustas e uma mentalidade voltada para a automação e eficiência operacional.
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A maior evolução será a integração profunda da Inteligência Artificial (IA) aos projetos BIM, permitindo automatizar tarefas repetitivas e realizar análises preditivas mais complexas.
A IA auxiliará na redução de atividades manuais, na análise de terrenos para melhor disposição de projetos e em simulações diversas, como fluxos de vento, ruídos e insolação.
A tendência é que o uso de modelos federados inteligentes e ativos digitais automatizados e integrados se torne o padrão obrigatório, especialmente em projetos alinhados às normas do DNIT.
As empresas perceberam que a etapa de projeto e execução representa apenas 5% a 10% da vida útil de um empreendimento, enquanto a operação e manutenção representam o maior impacto financeiro ao longo de décadas.
É a conexão em tempo real entre o empreendimento físico e o modelo virtual por meio de sensores e plataformas como a "Thunder", permitindo o monitoramento constante da operação.
Ferramentas como o Factory Design Utility permitem que layouts industriais sejam tratados como parte da fábrica digital, integrando desenhos 2D do AutoCAD com modelos 3D do Inventor e revisões no Navisworks.
O uso de escaneamento a laser gera nuvens de pontos que permitem modelar a realidade física com precisão, facilitando a detecção de interferências antes de qualquer nova instalação.